quinta-feira, 3 de maio de 2018

Dia 9 de maio, celebramos o Dia da Europa

Todos os anos, no Dia da Europa, assinalamos o aniversário da histórica Declaração Schuman. Esta declaração, proferida em Paris pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros Francês, Robert Schuman, traduziu a visão de uma nova forma de cooperação política na Europa que implicaria a integração económica dos Estados-Membros.




Portugal assinou o tratado de adesão às Comunidades Europeias em 12 de junho de 1985, tornando-se Estado-membro das Comunidades Europeias a 1 de janeiro de 1986, celebrando-se em 2016 30 anos de participação de Portugal na atual União Europeia.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Assistente de Francês - 2º ano

O prazer das línguas num mundo alegre
É assim: do português nunca aprendi as regras; nem frequentei o ensino. Gostei da música da língua e fui ao Brasil aprender nas ruas.
Na vida, eu não gosto de complicações - é igual nas línguas. E pois é, no fundo, sempre vi as línguas como realidades feitas de prazer e vitalidade.
Uma língua é o quê? Gramática, aborrecimento, chatice? Pode ser; aliás para mim já foi. Mas também é a melhor maneira que conheço de me ligar à alma dum povo.
Uma língua é chegar a Santo André com sotaque brasileirinho, almadiçoar joyeusement o tempo e descobrir logo a seguir que acham que ele é brasileiro. Pois é!
Uma língua é epá, opa, 'já não sei, pá', é um acento gráfico louco que sempre está onde não deveria. É resmungar da matéria com os alunos e depois fazer o mesmo com os professores (José, se estás a ler...). É rir e partilhar e rir mais ainda. Pois é!
Uma língua é aprender que não se mexe com o Benfica, que não há pior criatura que um Espanhol (senão, talvez, um sportinguista), que se come bacalhau até no Natal. Pois é..?
Uma língua, finalmente, é um tesouro, quer a sua, ou quer a de outro. É um oceano, um Mar que se estende para nós mergulharmos nele. É uma segunda pele que nos cola à alegria do mundo.
A quem não gosta de línguas, quero então dizer: faça o favor de parar de complicar.
Ultrapasse a disciplina escolar, deixe a ideia de ser julgado e logo descobrirá, sem mesmo querer, que está a disfrutar. Veja lá o caso do jovem Pierre: o português levou-me até à sua terra e abriu-me o seu coração.
Entrei aqui como estrangeiro, mas vou sair (espero!) como amigo. E agora que volto ao meu próprio Mar, fica para o francês o dever de devolver o favor. Obrigado a todos, até logo e Sarava!
Pierre-Olivier Fons

Aquele rapaz francês que andava pela escola

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Santo André - «antes» e «agora» (exposição itinerante)

A cidade que continua por fazer?
Foi a única cidade construída de raiz em Portugal no século XX. Sonhada para 100 mil pessoas, nunca passou das 15 mil. Nasceu há 40 anos e durante duas décadas viveu-se a utopia de um Portugal moderno. Neste microcosmos urbano há uma cidade ainda à procura de identidade.


Há 40 anos, os primeiros habitantes começavam a chegar a Santo André, a única cidade construída de raiz em Portugal no século XX. Filha do grande projeto industrial e portuário de Sines, foi sonhada para 100 mil pessoas, mas nunca passou dos 15 mil. Durante quase 20 anos, à sombra do Gabinete da Área de Sines, viveu-se da utopia de um Portugal moderno, na incerteza do período revolucionário, face aos sucessivos reveses da história.

Um antes difícil de imaginar, entre a lezíria e o ferragial, o pomar, a vinha e a pesca à linha. Um antes em que os lugares tinham nomes estranhos: Giz, Brescos, Cebolas, Deixa-o-Resto, Azinhal. Um antes que pertencia apenas, desde o século XIX, ao “ciclo do arroz” da Comporta à Lagoa, que alternava o solo das colheitas de arroz em pântanos e paúis. Difícil de imaginar, “porque não tem nada que ver com a imagem de marca do Alentejo, uma zona seca, onde falta água, de seara, de planície, de grandes espaços. Com o 'ciclo do arroz' começa a construção da contemporaneidade desta zona”, explica à Revista 2 o historiador João Madeira, também professor, que vive em Santo André. "O projeto industrial de Sines vem, por substituição, selar um irreversível quadro de contemporaneidade na região. É Sines que vai conferir ao novo Centro urbano elementos únicos."

A cidade é um corpo estranho, ainda hoje, 40 anos depois, para quem chega e para quem nela vive. Totalmente nova, construída do zero, no meio do areal, desenhada de raiz.







quarta-feira, 14 de março de 2018

Yeah! Ready, steady, go…

   Segundo encontro - Logroño


No âmbito das atividades do projeto Erasmus+ do AESA, um grupo de 9 alunos da turma D do 8ºano, 2 professoras, acompanhados pela Diretora do Agrupamento deslocou-se a Logroño, Espanha, entre 25 de fevereiro e 3 de março.
 A equipa do AESA colaborou ativamente nas atividades desenvolvidas: apresentação dos resultados dos trabalhos efetuados até aí (pesquisa relativa às instituições europeias e às políticas nacionais face aos fenómenos de migração atuais); simulação de uma sessão parlamentar no Parlamento da Rioja; visitas na região; e encontro com uma deputada europeia espanhola…
   Foi uma semana cheia de novidades, novos sabores, frio, neve e alguma chuva.
   Os nossos alunos foram recebidos na estação de camionagem de forma calorosa pelas famílias que os acolheram durante este período.
   Ao longo da semana, o Inglês foi a Língua que dominou na sala de trabalho da escola espanhola, no entanto, no primeiro dia, o grupo teve direito a uma pequena aula de espanhol, “Soube a pouco!” comentaram alguns dos alunos.
   Logroño é a capital da província e comunidade autónoma da Rioja. Localizada ao norte da Península ibérica, a Rioja está delimitada pelas comunidades de Castilla-León, Navarra, Aragão e o País Basco. Logroño é uma cidade com um perfeito equilíbrio entre tradição e modernidade. Banhada pelo Rio Ebro, historicamente a cidade sempre constituiu um local de passagem, um entroncamento de caminhos, e uma terra de fronteiras disputada pelos antigos reinos que formavam a península na Idade Média. Atualmente, goza de excelente qualidade de vida e é conhecida pela animada vida noturna, sua rica e elaborada gastronomia e seu belo centro histórico.
Alunos da turma D do 8ºano

Professora Teresa Faia

A importância do património natural

Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha - Áreas Protegidas


Situada no Alentejo, a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha ocupa parte do litoral dos municípios de Sines e de Santiago do Cacém e um sector marinho com 1,5 km de largura definido a partir da linha de costa.
A Reserva Natural é constituída pela Lagoa de Santo André, a maior lagoa do litoral alentejano com cerca de 500 hectares, e pela Lagoa da Sancha de dimensões mais reduzidas (15 hectares). O seu estatuto de proteção reconhece o elevado valor ecológico destas duas zonas húmidas e das suas áreas envolventes, que incluem também o cordão dunar que as separa do oceano, bem como a faixa marítima adjacente.

A existência de águas doces e salobras dá origem a um conjunto diversificado de ecossistemas aquáticos e ribeirinhos, que incluem pequenas áreas de sapal, salgueirais, caniçais, juncais, urzais palustres e pastagens húmidas.

Estas condições naturais atraem muitas aves, que aqui permanecem em alturas em que outras zonas já estão total ou parcialmente secas, fazendo com que o final do verão/início do outono seja a época mais aconselhada para a sua observação. Na Lagoa de Santo André avistam-se algumas espécies em número muito superior ao de qualquer outra zona em Portugal, como o galeirão-comum e o pato-de-bico-vermelho, ou o Rouxinol-pequeno-dos-Caniços que é o símbolo da Reserva. Já na Lagoa da Sancha, destaca-se a presença de uma colónia nidificante de garça-vermelha, sendo também eleita como local de refúgio pelo pato-de-bico-vermelho.


De grande beleza natural, a Reserva oferece excelentes condições para a prática de diversas atividades como passeios pedestres, canoagem ou windsurf, ou simplesmente passear e descansar ao sol no extenso areal das Praias da Costa de Santo André e da Fonte do Cortiço, ali mesmo ao lado.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Cidade de Vª Nª de Santo André

A Freguesia de Santo André, até meados dos anos 70 do século XX era, do ponto de vista do desenvolvimento económico, essencialmente voltada para a agricultura e para as pescas.
Com o surgimento do Complexo Industrial de Sines, o Gabinete da Área de Sines construiu nesta Freguesia um Centro Urbano onde previa albergar cerca de 50000 trabalhadores da Plataforma Industrial. Estávamos então numa época em que Portugal administrava as colónias e, consequentemente, com o petróleo proveniente de Angola, e também com a construção de um porto de mar de águas profundas, previa-se um enorme desenvolvimento industrial para esta região.
Com a Revolução do 25 de Abril de 1974 e a descolonização, seguiu-se uma nova estratégia de desenvolvimento. A actual cidade de Vila Nova de Santo André tem hoje cerca de 11000 habitantes e a Freguesia cerca de 13000, sendo, por isso, a mais populosa do Município de Santiago do Cacém.
Com a extinção do Gabinete da Área de Sines em 1989, a administração deste território transitou para a competência do Município de Santiago do Cacém.
O então Centro Urbano de Santo André foi elevado a Vila em 20 de Junho de 1991 e a Cidade em 01 de Julho de 2003, com a designação de Vila Nova de Santo André.

Hoje, a Cidade, com uma população heterogénea, de características multiculturais, tem vida própria, deixando muito para trás a ideia de ser o dormitório do Complexo Industrial de Sines.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

É importante recordar

Santo André é uma freguesia com 74,32 km² de área e 10.696 habitantes (2001). Densidade: 143,9 hab/km².
Foi elevada a cidade em 26 de Agosto de 2003, sob o nome de Vila Nova de Santo André, permanecendo inserida no município de Santiago de Cacém e como subúrbio da zona industrial de Sines.
Santo André fica a 12 km de Santiago do Cacém e a 15 km de Sines.
História
A ocupação desta freguesia remonta ao tempo do neolítico como o atestam os materiais arqueológicos recolhidos no lugar do Areal. A idade do Bronze também deixou vestígios de ocupação nas Casas Novas e Cerradinha, margem Este da lagoa de Santo André. Foram identificados na freguesia, pelos arqueólogos Joaquina Soares e Carlos Tavares da Silva, sítios romanos, como a Figueirinha e Cascalheira. A sua formação é de origem medieval, devendo-se à Ordem de Santiago.
Além da aldeia de Santo André, a freguesia compreendia no século XVIII (1758) três pequenas aldeias: aldeia de Azinhal, com 10 vizinhos, aldeia do Giz com vinte vizinhos e a aldeia de Brescos com 24 vizinhos.
Com o terramoto de 1755, a freguesia "padeceu muita ruína", especialmente nas casas dos moradores, na residência do pároco e na própria igreja, que ficou por consertar até princípio do primeiro quartel do século XIX. À volta da igreja realizava-se anualmente uma feira no dia 30 de Novembro que chegou a render, segundo o padre António Macedo "24$000 réis de terrado, que se aplicava para a fábrica".
Por volta de 1855 pescadores de Ílhavo e respetivas famílias chegaram à Costa de Santo André, "no recenseamento da população do ano de 1863, existiam na praia de Santo André 6 fogos com um total de 18 pessoas. Havia 9 homens que se dedicavam à profissão de pescadores" relata os "Annaes do Município" de 1869, construíram cabanas e armazéns de colmo e caniço e devido à abundância de sardinha no mar (no Verão) e outro peixe na Lagoa (no Inverno) terão estabelecido duas companhas com lavradores da região, praticando a arte xávega. Pela fonte acima referida, a Câmara Municipal exercia o seu domínio sobre a lagoa, pois já em 1685 a autarquia a arrendou durante o período de três anos pela quantia de 18$500 réis. A lagoa continuou arrendada a particulares até ao ano de 1975, após esta data passa para a gestão do Gabinete da Área de Sines.
Em 1957 surgiram no meio das barracas dois restaurantes. E a partir de então começou a desenvolver-se um aglomerado populacional que ocupou a duna primária. Para tornar a Lagoa de Santo André um local privilegiado para quem procura a natureza, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém promoveu a desocupação da duna primária da Costa de Santo André do caos urbanístico que se agravou na década de 70 durante a vigência do Gabinete da Área de Sines, criando um novo loteamento destinado a realojamento das famílias até então residentes na duna.
A Lagoa de Santo André constitui um ponto estratégico para a estadia, passagem e nidificação de muitas espécies de aves migratórias. Foi declarada pelo estado Português a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha pelo Decreto Regulamentar 10/2000 de 22 de Agosto.
Nos meados dos anos 70 começaram a radicar-se na freguesia, na zona do Areal, centenas de famílias atraídas pela oferta de trabalho que o Complexo Industrial de Sines oferecia. O então Centro Urbano de Santo André caracterizou-se durante anos pela falta de infraestruturas e equipamentos coletivos. Com a extinção do gabinete da Área de Sines as autarquias passaram a gerir o centro urbano e a situação começou a alterar-se com o desenvolvimento integrado na freguesia, com a radicação dos seus dos seus habitantes e
História da cidade
A cidade de Vila Nova de Santo André, que só recentemente tomou a capitalidade da freguesia, não corresponde à antiga aldeia ainda existente e pujante: o burgo original dista 3 quilómetros do austero núcleo urbano criado nos anos 70 num antigo pinhal.
A nova urbe, que até 1991 não tinha sequer existência administrativa como freguesia, é, efetivamente, uma mancha urbana isolada com características de arredor metropolitano de Sines, implantada em plena zona semirrural alentejana, predominantemente constituída por residentes com forte ligação à cidade industrial de Sines. Foi inicialmente pensada para 100.000 habitantes, criada de raiz para servir de dormitório ao complexo industrial de Sines.



A antiga povoação matriz é muitas vezes denominada de Aldeia de Santo André, retroativa e informalmente, para evitar confusão de nomes.
Património

  • Igreja, casa e fonte de Nossa Senhora da Graça
  • Reserva Natural da Lagoa de Santo André