O Clube Europeu agradece a todos os participantes.
No escalão 2º ciclo, a vencedora foi a Clara Pexirra, do 6ºano; no escalão 3º ciclo, a vencedora foi Marta Sousa, do 8º ano.
Parabéns às vencedoras!
Blogue do Clube Europeu do Agrupamento de Escolas de Santo André, Santiago do Cacém
segunda-feira, 4 de junho de 2018
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Projeto Erasmus+ - 3º encontro
No âmbito das atividades do projeto Erasmus+ do AESA, um
grupo de 5 alunos da turma E do 11ºano, e 2 professoras, deslocou-se a Riga, Letónia,
entre 12 e 19 de maio.
A equipa do AESA colaborou ativamente nas atividades desenvolvidas:
apresentação dos resultados dos trabalhos efetuados até aí (a influência da
União Europeia no nosso quotidiano e o EURO na nossa comunidade); visita ao
Banco da Letónia; visitas na região; preparação e realização de entrevistas de
rua…
Foi uma semana divertida, repleta de aprendizagens, cheia de novidades,
novos sabores e um tempo maravilhoso.
Os nossos alunos ficaram hospedados no hotel juntamente com os alunos
dos parceiros de Logroño (Espanha) e Hamburgo (Alemanha).
Ao longo da semana, o Inglês foi a Língua que dominou na sala de
trabalho da Casa Da União Europeia, no centro desta bela cidade, no entanto, no
primeiro dia, o grupo foi recebido na escola parceira, uma escola centenária
localizada nos arredores de Riga.
Riga, cidade em movimento
Capital de um
pequeno país do Norte da Europa, Riga é provavelmente a mais cosmopolita cidade
dos estados bálticos. As suas ruas são o reflexo da Letónia: uma bela
combinação de natureza, história e modernidade.
A cidade surpreendeu-nos, pois é uma cidade onde se encontram a natureza e a cultura.
Um pouco de História
Começou
por ser uma pequena aldeia livónia onde paravam comerciantes escandinavos e
russos, até os alemães estabelecerem aqui um forte dos Cavaleiros Teutónicos; a
partir do século XIII, Riga ficou
então sob domínio alemão – e ainda hoje as suas armas exibem as chaves de
Bremen e as torres de Hamburgo. Durante o século XVI, pertenceu ao reino da
Polónia e Lituânia, e, nos séculos XVIII e XIX, a Rússia passa a controlar toda
a região. A Letónia foi
independente entre 1918 e 1940, mas a verdadeira e definitiva independência só
chegou em 1991, depois de décadas de revolta. Este anos, celebram 100 anos como
estado independente e o seu patriotismo é visível em todas as ruas e pontes da
sua capital.
Surpreendem-nos com esta cidade viva e ativa, com uma dose de natureza
invejável dentro de portas.
A arquitetura
oferece uma interessante variedade de estilos e épocas, do medieval ao gótico e
ao art nouveau, passando pelos prédios cinzentos do tempo da
ocupação russa, que pouco a pouco vão desaparecendo. Junto às águas escuras
do Rio Daugava abre-se o centro histórico, com as
suas ruelas empedradas e estreitas. A catedral do século XIII, recheada
de pedras tumulares cobertas de símbolos, fica numa praça bem animada por
turistas e outros “flanneurs”. A redonda e sólida Torre da Pólvora data
do séc. XIV e fica perto do arco de pedra da Porta Sueca, no que
resta das antigas muralhas.
Os bares,
restaurantes e “kafejnicas” espalham-se sobretudo pela parte antiga da
cidade. Ao primeiro raio de sol, estendem-se as esplanadas nas
praças principais, para aproveitar o tempo que se pode passar ao ar livre –
coisa que os letões adoram e a cidade reflete: metade da sua área é ocupada por
zonas verdes, sejam elas parques, jardins, rios ou lagos, à imagem do resto do
país, onde a floresta ainda cobre cerca de 40% do território.
Junto à catedral
ortodoxa russa, começa uma zona mais moderna e comercial, sem que
deixe de se ver árvores e jardins com flores, lagos e eventualmente um canal ou
o próprio rio que atravessa a cidade. A natureza está estreitamente associada à
cultura. Nota-se o cuidado com que se trata os canteiros, a profusão de vasos
de flores garridas que decoram parapeitos, chamando a Primavera.
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Património, onde o passado encontra o futuro - 9 de maio
Os ideais, os princípios e
os valores integrados no património cultural da Europa constituem uma fonte
comum de memória, de compreensão, de identidade, de diálogo, de coesão e de
criatividade para a Europa. O património cultural desempenha um papel
importante na UE e o preâmbulo do Tratado da União Europeia estabelece que os
seus signatários se inspiraram «no património cultural, religioso e humanista
da Europa».
O Clube celebra assim o
Dia da Europa com vários núcleos de exposição.
Celebramos os direitos
humanos, o nosso património cultural local e esta Europa através do projeto
Erasmus+ ação 2, YEAH!
terça-feira, 8 de maio de 2018
Memórias
No âmbito
da celebração do Ano Europeu do Património Cultural, o Clube Europeu do
Agrupamento de Escolas de Santo André promoveu um
encontro entre diversas personalidades da região denominado «Memórias»
que teve lugar na ESPAM, no dia 8 de
maio, pelas 15h00.
Pretendeu-se contribuir para a promoção do património cultural enquanto elemento central da
diversidade e do diálogo intercultural, intergeracional e sensibilizar os nossos
alunos para a importância de preservar o património que nos rodeia e manter
vivas as memórias.
A história da Lagoa de Santo André, as suas tradições e as suas histórias foram-nos trazidas pelo professor João Madeira, Ana Parado e Armando Santinhos.
Para além do workshop, esteve patente até final do 3º período uma exposição de artesanato local, gentilmente cedida pelo Mestre Sabino, que mostra as antigas práticas piscatórias (enguia) e as antigas habitações.
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Dia 9 de maio, celebramos o Dia da Europa
Todos os anos,
no Dia da Europa, assinalamos o aniversário da histórica Declaração Schuman.
Esta declaração, proferida em Paris pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros
Francês, Robert Schuman, traduziu a visão de uma nova forma de cooperação
política na Europa que implicaria a integração económica dos Estados-Membros.
Portugal assinou
o tratado de adesão às Comunidades Europeias em 12 de junho de 1985,
tornando-se Estado-membro das Comunidades Europeias a 1 de janeiro de 1986,
celebrando-se em 2016 30 anos de participação de Portugal na atual União
Europeia.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Assistente de Francês - 2º ano
O prazer das línguas num mundo alegre
É assim: do português nunca aprendi as regras; nem frequentei
o ensino. Gostei da música da língua e fui ao Brasil aprender nas ruas.
Na vida, eu não gosto de complicações - é igual nas
línguas. E pois é, no fundo, sempre vi as línguas como realidades feitas de
prazer e vitalidade.
Uma língua é o quê? Gramática, aborrecimento, chatice?
Pode ser; aliás para mim já foi. Mas também é a melhor maneira que conheço de me
ligar à alma dum povo.
Uma língua é chegar a Santo André com sotaque
brasileirinho, almadiçoar joyeusement
o tempo e descobrir logo a seguir que acham que ele é brasileiro. Pois é!
Uma língua é epá,
opa, 'já não sei, pá', é um acento gráfico louco que sempre está onde
não deveria. É resmungar da matéria com os alunos e depois fazer o mesmo com os
professores (José, se estás a ler...). É rir e partilhar e rir mais ainda. Pois
é!
Uma língua é aprender que não se mexe com o Benfica, que
não há pior criatura que um Espanhol (senão, talvez, um sportinguista), que se
come bacalhau até no Natal. Pois é..?
Uma língua, finalmente, é um tesouro, quer a sua, ou quer
a de outro. É um oceano, um Mar que se estende para nós mergulharmos nele. É
uma segunda pele que nos cola à alegria do mundo.
A quem não gosta de línguas, quero então dizer: faça o
favor de parar de complicar.
Ultrapasse a disciplina escolar, deixe a ideia de ser
julgado e logo descobrirá, sem mesmo querer, que está a disfrutar. Veja lá o
caso do jovem Pierre: o português levou-me até à sua terra e abriu-me o seu
coração.
Entrei aqui como estrangeiro, mas
vou sair (espero!) como amigo. E agora que volto ao meu próprio Mar, fica para
o francês o dever de devolver o favor. Obrigado a todos, até logo e Sarava!
Pierre-Olivier
Fons
Aquele
rapaz francês que andava pela escola
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Santo André - «antes» e «agora» (exposição itinerante)
A cidade que continua por fazer?
Foi a única cidade construída de raiz em Portugal no século
XX. Sonhada para 100 mil pessoas, nunca passou das 15 mil. Nasceu há 40 anos e
durante duas décadas viveu-se a utopia de um Portugal moderno. Neste
microcosmos urbano há uma cidade ainda à procura de identidade.
Há 40 anos,
os primeiros habitantes começavam a chegar a Santo André, a única cidade
construída de raiz em Portugal no século XX. Filha do grande projeto industrial
e portuário de Sines, foi sonhada para 100 mil pessoas, mas nunca passou dos 15
mil. Durante quase 20 anos, à sombra do Gabinete da Área de Sines, viveu-se da
utopia de um Portugal moderno, na incerteza do período revolucionário, face aos
sucessivos reveses da história.
Um antes
difícil de imaginar, entre a lezíria e o ferragial, o pomar, a vinha e a pesca
à linha. Um antes em que os lugares tinham nomes estranhos: Giz, Brescos,
Cebolas, Deixa-o-Resto, Azinhal. Um antes que pertencia apenas, desde o século
XIX, ao “ciclo do arroz” da Comporta à Lagoa, que alternava o solo das
colheitas de arroz em pântanos e paúis. Difícil de imaginar, “porque não tem
nada que ver com a imagem de marca do Alentejo, uma zona seca, onde falta água,
de seara, de planície, de grandes espaços. Com
o 'ciclo do arroz' começa a construção da contemporaneidade desta zona”,
explica à Revista 2 o historiador João Madeira, também professor, que vive em
Santo André. "O projeto industrial de Sines vem, por substituição, selar
um irreversível quadro de contemporaneidade na região. É Sines que vai conferir
ao novo Centro urbano elementos únicos."
A cidade é
um corpo estranho, ainda hoje, 40 anos depois, para quem chega e para quem nela
vive. Totalmente nova, construída do zero, no meio do areal, desenhada de raiz.
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